<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-8233765982291147580</id><updated>2011-08-07T05:50:56.690-07:00</updated><title type='text'>Um título apropriado?</title><subtitle type='html'>Meu depósito de neuras, impressões, narrativas, críticas, lugares-comuns, opiniões, críticas, suspeitas infundadas e diversas outras entidades abstratas, tentadoras e inevitáveis que povoam o pensamento.</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://jadiztudo.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8233765982291147580/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jadiztudo.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Dom João Gabriel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06956405407504453634</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>11</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8233765982291147580.post-4751192745941411556</id><published>2010-06-02T08:24:00.000-07:00</published><updated>2010-06-02T08:55:22.963-07:00</updated><title type='text'>Palestina livre...</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Morei na fronteira do Rio Grande sulista quando criança. Sant´Ana do Livramento, precisamente. Lá eu andava pelas ruas e algo me chamava a atenção: uma frase escrita em um muro na esquina do apartamento onde eu morava, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Palestina livre&lt;/span&gt;. Que significava isso? O quê significa isso? Descobri hoje. Em outro muro, não lembro onde, tinha outra frase semelhante: &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Palestina liberta&lt;/span&gt;. Não coincidentemente, havia, como há até hoje, diversas famílias "árabes" - entre aspas porque isso não diz muito, né? - enfim, famílias do Oriente Médio; o povo da fronteira chama-os de "turcos", que possuem as "lojas de turco", tão conhecidas na cidade e imediações. Vários amigos meus eram filhos desses lojistas, e, na qualidade de amigos, frequentávamos as casas uns dos outros. Visitar qualquer um desses amigos "turcos" era uma viagem no tempo. A presença da cultura Oriental impregnada pelas paredes, nas roupas, no agir, no falar, tudo tão diferente do entorno, diferente da Fronteira da Paz, onde se fala o portunhol e se passa uma manada de bisontes pela fronteira imaginária sem que nada aconteça. As mães e irmãs com a cabeça coberta, o sotaque carregado do Português fronteiriço (será que já catalogaram essa variante?) e a hospitalidade calorosa; deve haver uma outra coisa que eu deixei de fora, mas em síntese, tudo isso pra contextualizar a minha relação com a Palestina - direta pelo convivio com meus amigos descendentes e indireta através do fenômeno midiático que foi o ataque aos barcos que levavam suprimentos à faixa de Gaza, &lt;a href="http://twitter.com/joao__gabriel_"&gt;nesta semana&lt;/a&gt; .&lt;br /&gt;O estado de Israel foi criado por um Gaúcho - sim, vou contextualizar de novo! - Oswald´aranha, nome do prédio em que resido no presente momento. Poderia adicionar mais alguns atributos ao senhor Aranho: maçon, alegretense (como eu) e "metido", entre aspas porque os primeiros são fatos e o último é a minha opinião, que não é absoluta. Foi lá um gaúcho e criou o estado de Israel. Pronto. História feita em escritório, manja? Foi lá, deu um canetaço e agora toda essa merda. Os judeus, povo escolhido pelo todo do Cristianismo, com a ajuda de um órgao internacional que não presta pra nada, só pra fazer cena, contaram com a ajuda do referido senhor pra criar um estado opressor, incentivando uma briga milenar. Israel, com o apoio dos ee uu, pressiona os palestinos - que têm o apoio de países vizinhos, usam armamentos russos arcaicos e estão sempre "se bicando", querando seu estado, sua independência. &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Palestina livre&lt;/span&gt;, agora tudo faz sentido. Acabei de perder a inspiração para continuar... só queria saber o que vai acontecer daqui pra frente.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8233765982291147580-4751192745941411556?l=jadiztudo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jadiztudo.blogspot.com/feeds/4751192745941411556/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8233765982291147580&amp;postID=4751192745941411556' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8233765982291147580/posts/default/4751192745941411556'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8233765982291147580/posts/default/4751192745941411556'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jadiztudo.blogspot.com/2010/06/palestina-livre.html' title='Palestina livre...'/><author><name>Dom João Gabriel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06956405407504453634</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8233765982291147580.post-6491322126117669021</id><published>2010-04-06T07:04:00.000-07:00</published><updated>2010-04-06T07:54:20.365-07:00</updated><title type='text'>Vó</title><content type='html'>Que saudade de ti, minha velha;&lt;br /&gt;da tua companhia;&lt;br /&gt;do teu abraço;&lt;br /&gt;do teu bolo;&lt;br /&gt;da tua sabedoria.&lt;br /&gt;Daquelas conversas longas&lt;br /&gt;sem hora pra acabar,&lt;br /&gt;por vezes inconclusivas;&lt;br /&gt;pra que concluir?&lt;br /&gt;-&lt;br /&gt;Saudade das tuas histórias,&lt;br /&gt;histórias daquele tempo,&lt;br /&gt;de vários tempos...&lt;br /&gt;histórias e estórias, não?&lt;br /&gt;De Malazartes,&lt;br /&gt;de portas verdes,&lt;br /&gt;até d´A Bela e a Fera!&lt;br /&gt;Quem precisa dos studios Disney?&lt;br /&gt;Hoje ninguém me conta coisa alguma&lt;br /&gt;a não ser obviedades e absurdos&lt;br /&gt;rotulados como "opiniões".&lt;br /&gt;Saudade das tuas opiniões.&lt;br /&gt;-&lt;br /&gt;Tanta coisa pra gente falar;&lt;br /&gt;As declinações do Latim,&lt;br /&gt;Literatura,&lt;br /&gt;Poesia,&lt;br /&gt;tanta coisa;&lt;br /&gt;quem sabe tudo isso&lt;br /&gt;acompanhado por uma pêra?&lt;br /&gt;Ou um mate,&lt;br /&gt;pra que o tempo demore a passar&lt;br /&gt;e, de repente,&lt;br /&gt;seja a hora do almoço...&lt;br /&gt;saudade do teu almoço.&lt;br /&gt;Saudade da tua rima premiada:&lt;br /&gt;forma e conteúdo.&lt;br /&gt;eu não sei rimar,&lt;br /&gt;"isto não é um poema,&lt;br /&gt;é saudade";&lt;br /&gt;ou plágio,&lt;br /&gt;desculpa.&lt;br /&gt;-&lt;br /&gt;Drummond crônica, conto&lt;br /&gt;ou poesia?&lt;br /&gt;Graciliano e Rosa?&lt;br /&gt;Ah, o Érico!&lt;br /&gt;Jorge Amado não, né?&lt;br /&gt;Neruda, pero en Español.&lt;br /&gt;Modernismo não?&lt;br /&gt;Parnasianismo sim?&lt;br /&gt;Se não souber,&lt;br /&gt;tem na Barsa.&lt;br /&gt;Tanta coisa pra te perguntar,&lt;br /&gt;tantas coisas,&lt;br /&gt;coisas.&lt;br /&gt;Vó, não consigo rimar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;Ps.: Na pós-modernidade qualquer um brinca de C.D.A.&lt;br /&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8233765982291147580-6491322126117669021?l=jadiztudo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jadiztudo.blogspot.com/feeds/6491322126117669021/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8233765982291147580&amp;postID=6491322126117669021' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8233765982291147580/posts/default/6491322126117669021'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8233765982291147580/posts/default/6491322126117669021'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jadiztudo.blogspot.com/2010/04/que-saudade-de-ti-minha-velha-da-tua.html' title='Vó'/><author><name>Dom João Gabriel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06956405407504453634</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8233765982291147580.post-753184248550540640</id><published>2010-03-01T08:11:00.000-08:00</published><updated>2010-04-06T07:00:53.064-07:00</updated><title type='text'>Amor de mãe</title><content type='html'>Versão digital do texto escrito de próprio punho pra minha mãe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;br /&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div align="justify"&gt;O ser humano é o único ser que tem capacidade de refletir sobre a realidade, sobre a própria existência. "O que é real? Como percebemos a realidade ou irrealidade das coisas que nos cercam?", e os questionamentos não param por aí: "qual o sentido da vida?" - imagino que essa indagação "atesta" nosso estado de "ser humano", uma vez que as outras espécies não fazem o mesmo.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O tal "sentido da vida" parece não ser um assunto presente na ordem do dia, um, porque a resposta não é óbvia, dois, porque o homem (e a mulher também, creiam!) globalizado(a), pós-moderno, tem outras coisas mais atraentes para pensar, coisas do tipo "enriquecer antes dos trinta, ser jovem para sempre e gozar de alto prestígio social - (cinismo) porque não adianta ter os dois primeiros se ninguém souber disso (/cinismo).&lt;br /&gt;Pretensamente, eu tenho uma resposta para esse questionamento, esse aí que busca a razão do exixtir: eu existo porque alguém assim desejou. Mamãe.&lt;br /&gt;Era uma vez uma menininha que, assim como a maioria de seu tempo, queria ser mãe. Desde muito cedo, a vontade era tanta que ela já havia até escolhido o nome do ser que viria ao mundo quando ela fosse uma mulher adulta, o meu nome. Um nome masculino, era um menino que ela desejava, um menino ela teve.&lt;br /&gt;Retomo o início do texto e pergunto: o que é real? A primeira coisa que me vem à cabeça é "amor de mãe". Amor de mãe é supremo, inesgotável, nobre e, sobretudo, incondicional. Mãe é o único ser que ama sem condições, sem ressalvas; não é como o amor entre homem e mulher, amor conjugal que funciona sob condições pré-determinadas, pontuado por "se´s" - "eu te amo SE tu me amares, SE tu te sacrificares, SE tu fizer isso, SE tu me fores fiel", e por aí vai; como disse antes, o amor materno extrapola qualquer condição, qualquer pré-requisito (com hífen ou não); mãe ama, ponto. Imagino que a maioria deles, a certeza absoluta só se aplica ao meu caso.&lt;br /&gt;A maternidade é bela também para os seres irracionais, aqueles que o ser humano classificou como "abaixo" dele, uma vez que o topo, o ápice da existência, é ele mesmo. Tente tocar ou aproximar-se, simplesmente, de um animal que tenha dado cria recentemente e terão uma amostra do que é capaz uma mãe para proteger sua prole. Por mais dócil que o animal seja, ele é capaz de tudo para que nada aconteça aos seus, sejam eles gatos, cachorros, quero-queros (bravos defensores de seus ninhos rasteiros) ou qualquer espécie que voe, rasteje, coma pasto ou  sei lá o quê mais.&lt;br /&gt;Mãe é nobre. Sobretudo aquelas mães que tiveram de criar os filhos por si sós, trabalhando por dois, preocupando-se por dois, amando por dois, educando por dois, tudo multiplicado por dois; mães como a minha. A chamada "falência paterna"; o ser humano nomeia tudo quanto puder, seres, atos, normas, cargos... claro que esse tipo de coisa tinha que ter um nome também. Um dia o papai foi embora. A mamãe ficou! E o que seria de nós se ela não tivesse ficado? Alguns pais foram levados pela guerra, outros por desastres - naturais ou não - e outros, simplesmente assim, decidiram partir. A antiga questão da falha de caráter do bom e velho ser humano. Tudo isso é nada se comparado à bravura &lt;em&gt;mater; &lt;/em&gt;mesmo assim, elas saíram, caçaram e retornaram aos seus ninhos, às suas tocas com comida para suas crias; os machos fugiram com o rabo entre as pernas.&lt;br /&gt;E o que mais eu posso falar do único ser capaz de alimentar outro que veio ao mundo por seu intermédio? Creio que já me fiz entender.&lt;br /&gt;Mamãe: amanhã é teu aniversário. Espero que estas palavras façam com que tu sintas todo o amor que eu tenho por ti, ou pelo menos parte dele, porque é algo tão complexo que não pode ser expresso por papel e caneta. O único sentimento tão real quanto o amor de mãe é o que eu sinto por ser teu filho. Feliz aniversário, te amo!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8233765982291147580-753184248550540640?l=jadiztudo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jadiztudo.blogspot.com/feeds/753184248550540640/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8233765982291147580&amp;postID=753184248550540640' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8233765982291147580/posts/default/753184248550540640'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8233765982291147580/posts/default/753184248550540640'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jadiztudo.blogspot.com/2010/03/amor-de-mae.html' title='Amor de mãe'/><author><name>Dom João Gabriel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06956405407504453634</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8233765982291147580.post-8516770831528564211</id><published>2010-01-05T05:20:00.000-08:00</published><updated>2010-01-05T06:24:31.974-08:00</updated><title type='text'>Enquanto isso, nas páginas de um famoso site de relacionamentos na internet...</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Falei da revolução tecnológica no post anterior. Dentre tantas bugigangas eletrônicas que pontuam nossa existência está, digamos, a mais significativa delas: o computador. Graças a ele eu posso expressar minhas idéias neste espaço. Agora, chegarei ao ponto. É através do computador que se pode acessar "sites de relacionamento na internet" - como a midia televisiva propõe. Desde aquele mais famoso - sim, esse mesmo - até aqueles menos populares, uns dois ou três. Nesse tipo de site, as pessoas "preenchem uma ficha" que representa a extensão de suas personalidades: é possível mostrar como se é bonito através de fotos; também pode-se tornar publico o posicionamento ideológico perante certos assuntos - ou a falta de tal posicionamento, muito recorrente. Também é possível declarar para os "amigos" o quanto se gosta deles. Imagino que o contrário, embora possível, não ocorra com tanta freqüência (ou nenhuma freqüência) como no primeiro caso. Em um primeiro momento esse tipo de site é muito interessante: permite a comunicação rápida, a divulgação de trabalhos, de idéias, é possível conhecer pessoas distantes, o que não ocorria antes da revolução tecnológica: graças ao tal site esse, pude encontrar o senhor Sérgio Dias. Quem? Guitarrista dos Mutantes. Quem? Esse. Muito bom saber aquelas coisas pelas quais só fãs malucos se interessam - com que guitarra tu gravaste os discos? Os amps eram todos feitos pelo teu irmão, Cláudio César? - e por ae vai. Graças ao famigerado site de relacionamentos na internet.  Meu problema com esse tipo de site é o seguinte: acho uma grande tolice usar uma ferramenta como essa a serviço do ego. Nesse site - sim, o mais famoso, esse mesmo - todos são bonitos, ninguém tem preconceitos, defeitos? Capaz! A vida é uma festa. Lá é possível exibir-se, "pavonear-se", exaltar a própria imagem: I love me. Muita gente exibe fotos nas quais aparecem bebendo: "vejam! Eu bebo! Que legal que eu sou, né? Afinal, neste "país", o álcool é uma entidade integradora, socializante. Diga que não consome álcool e choque as pessoas: soa, praticamente, como "eu não tomo banho". Choca. Se eu não for bonitão, caso me encontre distante dos padrões de beleza vigentes, muito cuidado: é preciso ser sábio na escolha das imagens, afinal, não são todos os ângulos que privilegiam minha beleza. Agora, se a natureza tiver sido generosa, aí sim, sai da frente! Seqüências intermináveis de fotos de mim mesmo (a), mostrando tudo e mais um pouco - a imensa maioria no banheiro,  onde há um espelho que ajuda na hora da autopropaganda -  tudo o que Deus me deu! Fazendo biquinho, sinal de paz e amor - muito em voga - mostrando as curvas, calça de cinturinha baixa (no caso delas) e os músculos no caso deles. Meu primo, por exemplo, passa horas diante do computador vendo as fotos das amigas virtuais. Não apenas ele, que tem apenas 15 anos, mas muito barbado, da mesma maneira. Agora, chegarei à cereja do bolo: aquele espaço destinado para que os usuários falem de si próprios. Como mencionei acima, ninguem tem defeitos, não é? "Ah, dificil falar de mim... sou uma pessoa tranqüila, companheira, adoro meus amigos e familia... bla, bla, bla...". Isso vai de encontro aquelas perguntinhas "de onde vim, para onde vou?", de cunho existencialista. Resumindo: a questão sobre o sentido da vida foi abolida, uma vez que é muito fácil - aparentemente - definir o nosso ser. Respeito muito aquelas pessoas que escrevem coisas como "sei lá", ou "descubra você mesmo". Isso é honestidade. Raramente se vê - eu não lembro se já vi- alguém falar dos próprios defeitos. Todo mundo é belo, compreensivo e de bem com a vida. Finalmente, há a questão da autoafirmação: não basta ser, é preciso MOSTRAR que se é! Já ouvi isso de uma pessoa bastante próxima e não foi muito agradável ("não tem graça se os outros não vêem"). Ilustrando minha afirmação, cito o exemplo de sujeitos que se dizem músicos. Cidadão vai lá, adquire uma guitarra asiática, um amplificador nacional de qualidade duvidosa, aprende alguns acordes, monta uma banda com os amigos, toca em um lugar qualquer também para os amigos e, de repente, "é músico". Tá fácil, hein cidadão? É músico, oras: o cara aparece ali empunhando um instrumento, num lugar qualquer e pronto. Antigamente o buraco era mais embaixo. Hoje, basta ter uma conexão com a internet e pronto, dê asas à imaginação. Quem é que vai dizer que o cara não é músico, se ele aparece ali como tal, se autointitula músico, dá "pitacos" sobre música - sim, porque o discurso é maravilhoso: gratuito e passivo - e quem é que vai dizer que o cara NÃO é músico? Eu? Não, a não ser que eu queira arranjar encrenca com o sujeito. Enfim, é isso. Acho que a questão não é "satanizar" esse tipo de site, afinal, também possuo um perfil nesse mais "famosinho", mas sim questionar o uso que se faz desses recursos. Desses e de muitos outros que estão aí e que, em tese, deveriam facilitar nosso dia a dia. Chega que tá na hora do almoço.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8233765982291147580-8516770831528564211?l=jadiztudo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jadiztudo.blogspot.com/feeds/8516770831528564211/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8233765982291147580&amp;postID=8516770831528564211' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8233765982291147580/posts/default/8516770831528564211'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8233765982291147580/posts/default/8516770831528564211'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jadiztudo.blogspot.com/2010/01/enquanto-isso-nas-paginas-de-um-famoso.html' title='Enquanto isso, nas páginas de um famoso site de relacionamentos na internet...'/><author><name>Dom João Gabriel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06956405407504453634</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8233765982291147580.post-2802328460856710559</id><published>2010-01-03T18:51:00.000-08:00</published><updated>2010-01-03T19:47:53.254-08:00</updated><title type='text'>Fim de ano, fim da década, fim do mundo... Fim da prolixidade? Não!</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Dez! Nove! Oito! Sete, seis; cinco. Quatro? Três... dois, 1: mais um. Ano chega. Ano vai. Parece que foi ontem, o tão esperado ano dois mil, dez anos distante do agora, cheio de esperanças, véspera da virada de século - século vinte um, aqui estamos. Não se trata apenas do fim desse período de 365 dias, ou 8760 horas, ou ainda 14600 (terei calculado corretamente?) segundos, enfim, o tal de ano, esse... é a véspera do fim da década. Sei lá, quando se diz:  "os Beatles revolucionaram o mundo na década de 60", parece que uma década, embora possua apenas dez unidades "ano", durava muito mais, demorava muito mais a passar do que nos dias presentes. Que estranho, né? Uma década ainda "vale" dez anos, os anos ainda tem 365 dias, mas parece que o tempo passa muito mais rápido. Mais uma vez, entro nesta questão: a percepção da passagem do tempo, a falta de tempo pra fazer qualquer coisa, a correria, o que seja, uma vez que tudo isso está interligado. Muitas cenas marcantes nessa década:  revolução feminina, guerra do vietnã, o verão que não acabou em 1967 - hippies, cara... paz e amor, Haight Ashbury, San Francisco - os Beatles começando e "acabando", enfim; parecia que esses acontecimentos "duravam" por algum tempo - a tal década que parecia imensa, pelo menos. E, de dois mil pra cá, nossa! Parece que foi ontem! Chegou o celular... se não me falha a memória, caiu nas graças do povo na metade de 99 ou inicio de 2000. Pra não ser redundante nesse assunto da passagem do tempo, basta perguntar como era a vida antes e depois da chegada do celular. Passou rápido essa década, e o que mudou? Muita coisa! Pra melhor? Dificilmente. Crack, tsunami, 11 de setembro, iraque, avião da Tam e por aí vai. Querido ser humano. antes parece que a coisa ia de um em um. Agora parece que vai de dez em dez. Dois mil e dez é quase onze, é quase outra década., mais uma na conta. Minha existência totaliza quase duas décadas e meia. Na metade deste ano, possuirei um quarto de século, e o que é que eu vou fazer? Não são planos para um ano, são planos para uma década, já que um ano está para uma moeda de dez centavos assim como uma década está para uma moeda de um real - filosofia barata.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    &lt;blockquote&gt;Resumo do primeiro post do ano, justificativa e uma esperança nesta nova década: recebi um "elogio" em forma de crítica de uma professora, aliás, uma querida professora: "... teus períodos lembram-me os de Rui Barbosa: muito longos!". Tô bem, não acham? Li um trecho do senhor Barbosa dia desses e não deu outra: me senti em casa. Resumo do post, curto e grosso: &lt;span style="font-style: italic;"&gt;a revolução tecnológica acelerou nossas vidas e agora parece tão difícil perceber a realidade devido ao bombardeio (inútil) de informações que nos toma de assalto diariamente. &lt;/span&gt;Putz, falhei. Segue imenso. Tenho uma década, dez anos, ou um ano de cada vez, dependendo do ponto de vista, pra aprender a ser menos prolixo, menos "Rui". Que em doismiledez eu seja menos prolixo - não apenas no que se refere ao texto, mas também à existência (ó.) &lt;span style="font-style: italic;"&gt;pontofinal&lt;/span&gt; &lt;span style="font-style: italic;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/blockquote&gt;  &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8233765982291147580-2802328460856710559?l=jadiztudo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jadiztudo.blogspot.com/feeds/2802328460856710559/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8233765982291147580&amp;postID=2802328460856710559' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8233765982291147580/posts/default/2802328460856710559'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8233765982291147580/posts/default/2802328460856710559'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jadiztudo.blogspot.com/2010/01/fim-de-ano-fim-da-decada-fim-do-mundo.html' title='Fim de ano, fim da década, fim do mundo... Fim da prolixidade? Não!'/><author><name>Dom João Gabriel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06956405407504453634</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8233765982291147580.post-1083640747923902130</id><published>2009-11-16T05:04:00.000-08:00</published><updated>2009-11-16T07:31:44.806-08:00</updated><title type='text'>Uma breve visita à "cinquentésima" quinta Feira do Livro de Porto Alegre</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;         Todo o mês de outubro é deveras agradável. Pelo feriado? Não, pela Feira do Livro de Porto Alegre. Todo o fim-de-ano tem-se a  garantia de que a leitura nas férias será proveitosa. Além disso,  a Praça da Alfândega se torna muito mais agradável com a presença da feira - convenhamos: a reputação da praça tem decaído. Quando se começa a andar por aqueles corredores, de banca em banca, prestando atenção aos livros, é inevitável que se perca a orientação: já passei por aqui? Os nomes das bancas me dizem as respostas, nunca presto atenção às indicações dos corredores; livros. Só vejo livros. No pensamento? Algum título que me atraia; na minha frente, muitos! Todos os tamanhos, cores, formatos, etcetera. Alguns acabam despetando o interesse pelo tema em si - gosto é gosto, né? - porém outros se destacam pelos títulos, no mínimo, curiosos:&lt;span style="font-weight: bold;"&gt; Como sobreviver a 2012?&lt;/span&gt; Essa temática é a pedida do ano, já que vai sair a megaprodução enlatada estadunidense (eu presumo); &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Por que os homens amam as mulheres poderosas? &lt;/span&gt;Essa eu realmente n sei. Amam? &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Um leão por dia&lt;/span&gt;, da Vera Fischer; (ironia) deve ser interessantíssimo esse (/ironia); &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Guia prático do Português&lt;/span&gt; &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;correto&lt;/span&gt;: sem cometários; &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Os mortos nos observam tomando banho?&lt;span style="font-style: italic;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;Mais uma pergunta infame; também não sei a resposta; &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Como fazer amigos e influenciar pessoas&lt;/span&gt;; deve ter vendido bem esse; &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Dicionário Lula&lt;span style="font-style: italic;"&gt;, &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;um dicionario dedicado ao léxico do nosso presidente; não imagino que tenha vendido muito, já que tá na moda falar mal do Luís Inácio, não é mesmo? &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Quem pensa, enriquece&lt;/span&gt;, simples assim; finalmente, &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Sexo para mulheres casadas, &lt;/span&gt;afinal, elas merecem, não é? Esses são alguns dos títulos que mais me atraíram e que eu &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;não&lt;/span&gt; comprei. Quanto aos que comprei, ah! Como não notar aquele exemplar de capa preta, com o senhor Jimmy Page e sua Danelectro na capa? &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Led Zeppelin: quando os gigantes andavam sobre a terra&lt;/span&gt;, de Mick Wall: a mais completa e detalhada história do chumbão, segundo a crítica, trabalho de anos,  527 páginas, irresistível para um fã; &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;John Lennon, a vida&lt;/span&gt;, de Philip Norman. Mais uma novidade e &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;mais&lt;/span&gt; uma biografia do John, completíssima - supostamente - 839 páginas; &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Cuentos memorables según Jorge Luis Borges&lt;/span&gt;, coletânea dos contos favoritos do escritor porteño, incluindo algumas traduções dele mesmo (incluindo Edgar A. Poe e Guy de Maupassant); fui picado pelo mosquito Borgeano, não tem mais volta; e fechando o fardo, um saldinho né? &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Paraísos Artificiais - o Ópio e Poema ao Haxixe&lt;/span&gt;, de Charles Baudelaire - por 7 reais, hein? Que maravilha.  Nessas horas não ha como não ser decladaramente consumista. Como a grana é pouca - e o tempo também - o investimento tem de ser planejado com cuidado. Imagino que com esses exemplares eu tenha um pouco de tranquilidade garantida por um tempo.  &lt;br /&gt;       Agora falando do que eu não gostei na feira. Despreparo do pessoal da maioria das bancas. Isso não é novidade, não é? A incompetência se mostra presente em todo o lado, praticamente, não apenas na feira. Perguntei muitas vezes se havia - por algum acaso, por que não? - &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;A invenção da Modernidade&lt;/span&gt;, do Baudelaire. Muitos me respondiam que não instantaneamente: ou é muito procurado, havia muitos exemplares e vendeu-se tudo antes da minha chegada, ou a pessoa não fazia a mínima idéia do que eu estava falando, (ironia) de repente falei em outra língua (/ironia). Não éculpa deles não ter o livro que eu procuro, porém pecam na hora do atendimento, quando não mostram interesse "pelo meu interesse". Estamos na era da informação, vivemos cercados de bugigangas que nos permitem o acúmulo e a transmissão de informações: será que nesses tempos não há um banco de dados - um maldito computador, falando sem rodeios -  que possa ser consultado? Como é que o cidadão ali lida com  as vendas? Com o estoque? Usa uma caderneta? Acho que em &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;UMA&lt;/span&gt; banca tinha um laptop. Nas outras eu não vi, de repente houvesse mais. Parece que as pessoas estão lá vendendo peixe, ou qualquer outra coisa... "o peixe tá aí, é pegar ou largar... o quilo custa tanto". Não achei o tal livro. Mas perguntei, ô se perguntei. Pelo menos dei sorte e achei aquele no saldo, comprei na banca do cara do  &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Beco dos Livros&lt;/span&gt;, ali da General Câmara, se não me engano - o sujeito  tem a base do negócio!&lt;br /&gt;       Além das novas aquisições e dos títulos jocosos, a feira me proporcionou descanso, embora tenha chego ao fim da tarde e andado sem parar pelos corredores, me desliguei um pouco da vida real, das pressões, dos cronogramas, das frustrações cotidianas, do cansaço; a feira do livro é terápica, é um mundo de possibilidades, sendo bem lugar-comum, que faz a gente esquecer a correria. Ano que vem tem mais. Esperemos, pois.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8233765982291147580-1083640747923902130?l=jadiztudo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jadiztudo.blogspot.com/feeds/1083640747923902130/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8233765982291147580&amp;postID=1083640747923902130' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8233765982291147580/posts/default/1083640747923902130'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8233765982291147580/posts/default/1083640747923902130'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jadiztudo.blogspot.com/2009/11/uma-breve-visita-cinquentesima-quinta.html' title='Uma breve visita à &quot;cinquentésima&quot; quinta Feira do Livro de Porto Alegre'/><author><name>Dom João Gabriel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06956405407504453634</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8233765982291147580.post-1234020650664471129</id><published>2009-09-13T10:46:00.000-07:00</published><updated>2009-09-13T11:08:26.362-07:00</updated><title type='text'>Crianças, alguém pode me dizer o que é um sarau?</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Noite passada fui a um sarau organizado por um amigo. Nada como um sarauzito pra frear esse "trem", como diria o mineiro, chamado pós-modernidade. Algumas horas para esquecer o corre-corre diário, o bronca do chefe, as responsabilidades atrasadas, enfim. Algumas horas viajando pela poesia, pela música ou pelos semblantes das belas jovens lá presentes - poucas, é vero, "pero peor es nada". Tudo isso que eu acabo de descrever funciona. Em teoria. Chego lá e o que encontro? Casa cheia. Após uns minutos de preparação, finalmente, começa o evento. Três pessoas recitando poemas de diversos autores - dentre os quais estão incluídos os de autoria do organizador bem como de seus convidados - e um músico "fazendo uma cama", como se dis no jargão musical, proporcionando uma trilha sonora para o momento. Deveras agradável. Ah! E como esquecer da menina recitando Baudelaire em seu idioma original, Français? Agradabilíssimo. Agora começa o pior: se em cima do palco tudo vai muito bem obrigado, na platéia nem tudo. Aqui começa a crítica (adoro esse momento). As pessoas não estão acostumadas a ouvir. Embora o o público tivesse colaborado no início do ato, prestando atenção e (tentando) fazer silêncio, praticamente da metade pra frente a coisa desandou. Foi como me disse depois o ilustre anfitrião "as pessoas não conhecem a cultura do ouvir" (se não foi literalmente isso, tomo a liberdade proporcionada pela paráfrase e expresso apenas o sentido da afirmação). ão sabem ouvir mesmo. E parecem não querer saber, o que e pior. Vai ver eles não acham graça na metáfora - ou não a entendem. Em poucos minutos nota-se o clima dissonante entre palco e platéia; de repente, num lapso de indignação me obrigo a pedir ao sujeito que não parava de tagarelar que baixe o volume de sua desagradável voz.  Não surtiu muito efeito o meu pedido (não verbal, diga-se de passagem, apenas me virei e fiz sinal com minha mão, movimentando-a continuamente para cima e para baixo) . E assim foi. Um duelo. Deduzo que mais da metade desconhece o que é um sarau, para que serve um sarau (já que a lógica instrumental tá na moda). Me entristece a falta de respeito das pessoas, o descaso para com o outro, a ignorância instituída que impede que prestem atenção a algo que desconhecem. Desconhecem, ignoram - e desdenham. Típicos tolos. E no fim das contas o que acontece? Tudo vira boteco. Com sarau ou sem sarau, mas com boteco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Moral da história: "Mouros 3, cristãos 0."&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8233765982291147580-1234020650664471129?l=jadiztudo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jadiztudo.blogspot.com/feeds/1234020650664471129/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8233765982291147580&amp;postID=1234020650664471129' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8233765982291147580/posts/default/1234020650664471129'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8233765982291147580/posts/default/1234020650664471129'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jadiztudo.blogspot.com/2009/09/criancas-alguem-pode-me-dizer-o-que-e.html' title='Crianças, alguém pode me dizer o que é um sarau?'/><author><name>Dom João Gabriel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06956405407504453634</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8233765982291147580.post-4244588295063867876</id><published>2009-09-13T10:32:00.000-07:00</published><updated>2009-09-13T10:46:06.975-07:00</updated><title type='text'>Congressos - conclusão</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Então o senhor inglês que parecia o Anthony Hopkins falou muito sobre letramento e sua experiência na África e à tarde tive não apenas a oportunidade de participar de uma "mesa redoda(que não era redonda e tampouco mesa mas sim um auditorio) e constatar o quanto as pessoas nessa região onde vivo não conseguem ser objetivas.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8233765982291147580-4244588295063867876?l=jadiztudo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jadiztudo.blogspot.com/feeds/4244588295063867876/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8233765982291147580&amp;postID=4244588295063867876' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8233765982291147580/posts/default/4244588295063867876'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8233765982291147580/posts/default/4244588295063867876'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jadiztudo.blogspot.com/2009/09/congressos-conclusao.html' title='Congressos - conclusão'/><author><name>Dom João Gabriel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06956405407504453634</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8233765982291147580.post-6390556960706325113</id><published>2009-08-18T08:17:00.000-07:00</published><updated>2009-08-22T23:21:24.080-07:00</updated><title type='text'>Congressos</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O texto abaixo é uma transcrição do original, escrito em um caderno de bolso na manhã de hoje, em um congresso de educação que ocorre esta semana na universidade que eu estudo. O texto não foi concluído porque, assim que cheguei mais ou menos à metade dele, começaram as palestras do dia. Pretendo então, postar e concluir o tal texto.&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;blockquote&gt;Uma das muitas coisas legais da rotina acadêmica são os congressos, sejam eles de uma área específica - no meu caso, letras - ou aqueles que integram as diversas áreas do saber, tal qual este em que eu me faço presente e que está prestes a iniciar. Como escrevo no meu pequeno caderno, não vou me ater aq descrições muito profundas: na realidade escrevomais pra que o tempo passe, pra passar o sono e... é isso.&lt;br /&gt;Voltando ao congresso, é interessante notar um fato recorrente em relação a esse tipo de evento: o baixo, pra não dizer "vergonhoso" número de participantes, se consideradas as dimensões do anfiteatro. Enquanto os participantes vão chegando timidamente, a organização do evento, em cima do palco, vai aprontando os últimos os últimos detalhes. No mesmo palco, um senhor de cabelos brancos perambula de um lado a outro, diversos membros da organização do evento à sua volta. Notei que o distinto senhor não é brasileiro: muito provavelmente é &lt;span style="font-style: italic;"&gt;estadunidense&lt;/span&gt;; vi dois sujeitos dirigirem-se a ele em Inglês. Neste momento, enquanto os poucos - agora mais do que no início deste devaneio, mas ainda poucos - participantes falam de coisas triviais, os demais professores, esses brasileiros, chegam para compor a mesa do dia. E qual a minha surpresa quando fico sabendo que o  &lt;span style="font-style: italic;"&gt;distinto senhorque fala Inglês &lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;é professor da &lt;span style="font-style: italic;"&gt;King´s College, &lt;/span&gt;de Londres. Oh. Quer dizer que ele veio da "Ilha" pra falar em um congresso no qual não há pessoas o suficiente pra preencher metade deste auditório?&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8233765982291147580-6390556960706325113?l=jadiztudo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jadiztudo.blogspot.com/feeds/6390556960706325113/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8233765982291147580&amp;postID=6390556960706325113' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8233765982291147580/posts/default/6390556960706325113'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8233765982291147580/posts/default/6390556960706325113'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jadiztudo.blogspot.com/2009/08/congressos.html' title='Congressos'/><author><name>Dom João Gabriel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06956405407504453634</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8233765982291147580.post-8569526135267465887</id><published>2009-07-23T06:26:00.000-07:00</published><updated>2009-07-23T07:02:15.249-07:00</updated><title type='text'>Por que escrever?</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Se eu usei a regra dos "porques" de maneira correta ou não, isso eu não sei; o que importa é o questionamento em si. Acho que a razão mais &lt;span style="font-style: italic;"&gt;imediatista&lt;/span&gt; seria "eu trabalho com palavras, logo preciso saber fazer uso delas". Indo além disso, dessa motivação "profissional", digamos, acredito que a escrita proporcione reflexão: sobre o mundo, sobre o escritor, sobre sei lá o que. Há tantas coisas a serem observadas, coisas que passam sem que nos demos conta delas, já que todo o dia é uma correria. &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Eu não tenho tempo pra ter tempo&lt;/span&gt;, se é que me faço entender. Sou um leitor desde criança. Os livros e revistas - quadrinhos, precisamente - têm uma grande influência sobre aquelas crianças quietas, tímidas, quase perdidas, por assim dizer, no mundo. Uma conseqüência natural para quem lê bastante - ou mais do que a maioria - é a escrita. Os grandes escritores, não importa a que época ou escola literária ou qualquer outro rótulo, eram primeiramente grandes leitores. Não que eu vá ser um grande escritor, ou que eu &lt;span style="font-style: italic;"&gt;pretenda&lt;/span&gt; ser um, mas sinto que, assim como os caras que eu leio, eu tenho uma necessidade de refletir sobre o meu tempo - sobre a minha época - esse &lt;span style="font-style: italic;"&gt;recorte&lt;/span&gt; no qual a minha vida se passa.  Tempos difíceis, não? Tanta coisa acontecendo, parece qua não há muita diferença entre o ontem, o hoje e o amanhã. Como eu disse antes, "não tenho tempo pra ter tempo". Penso que agora mesmo estou aqui postando este texto e, ao mesmo tempo, milhões de outras pessoas estão fazendo o mesmo. Esse fato diminui a possibilidade de alguém ler isto até o fim, dado o imediatismo desses dias atuais. &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Depois, cara! agora não tenho tempo!&lt;/span&gt; Seria ingenuidade minha pensar que eu posso influenciar alguém através de um veículo de comunicação como este, afinal, quantos endereços ".blogspot" estão no ar? Como filtrar essa maré de conteúdo? Em tese a resposta é simples: "querendo". Mas querer implica empenho, e empenho requer tempo. Resumindo, pretendo fazer as pazes com as palavras: escrever por prazer, além do &lt;span style="font-style: italic;"&gt;dever&lt;/span&gt;. Perdoem a falta de objetividade do texto, faz tempo que não escrevo (ironia).&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8233765982291147580-8569526135267465887?l=jadiztudo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jadiztudo.blogspot.com/feeds/8569526135267465887/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8233765982291147580&amp;postID=8569526135267465887' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8233765982291147580/posts/default/8569526135267465887'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8233765982291147580/posts/default/8569526135267465887'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jadiztudo.blogspot.com/2009/07/por-que-escrever.html' title='Por que escrever?'/><author><name>Dom João Gabriel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06956405407504453634</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8233765982291147580.post-2905087865598546169</id><published>2008-06-24T06:45:00.000-07:00</published><updated>2008-06-24T07:24:07.337-07:00</updated><title type='text'>Segunda. De manhã. Aula de filosofia. Com chuva.</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;    &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;E&lt;/span&gt; chove. Chove muito. O professor não parece muito animado, já que não retomou a aula anterior, como faz na maioria das vezes. Hoje não. Hoje a aula começa ao "revés" - como dizem muito lá na Fronteira da Paz. Os colegas falando de religião! Trabalho em grupo, cada semana um grupo apresenta um tema. Uma segunda-feira chuvosa, temperada com uma discussão acalorada pontuada por "eu achos", "é a minha opinião", etc. Ah! Mas eu não vou comprar essa briga: falar de religião, deixo pra quem gosta. E chove! Enquanto isso, na outra extremidade da sala um colega reafirma os valores tecnológicos da contemporaneidade tirando uma foto com seu telefone móvel.  A vida sem celular... Faz tempo. Fim da apresentação. Hora da socialização. Eu não debato com fome; hoje eu sou expectador.  E o professor "vai" bem viu?  Fala muito bem, ele. Esquentou o debate! Enquanto isso, eu encho esse "negócio" de exclamações. "Os teólogos católicos e protestantes". Tem um colega formado em teologia. Gente boa. "E os evangélicos", penso eu. Há, de fato. O rapaz do celular está inquieto. "Centroavante". Parece um futebolista. O zum-zum ali não pára. E eu com fome, tédio e sono. E adivinhem só: Chove! "Marx e a religião"; tá ficando pesado o clima. - "Marx e religião"? - "Sim ."-  "Nossa!".  "Narcotizar", esse era o propósito da religião "na opinião" de Carl Marx. Sabiam disso? Eu não! Tantas são as leituras, pouco é o tempo. Já disse que eu não vou entrar no mérito. Continuo aqui, firme na paçoca. Escrevo pra não dormir. "O que Freud acha da religião?" Sei lá! Belo texto esse: parágrafo único livre, "solto", "folgado", "truncado". Nada Parnasiano. O professor cita muito! Vários! Gosta muito dos filósofos alemães. É lógico: lê bastante, fala bastante. Citando, a aula vai passando. Olha a rima! Tá fácil, hein? Perco a vontade de escrever. Agora o professor cita Dostoyevsky. Eu tenho os miseráveis. Ainda não li. Sem tempo. Quem sabe nas férias? E chove opiniões. Chover é verbo meteorológico, diz a lingüística. Impessoal. Impessoalidade não existe aqui. Paro ou continuo? O professor continua. "Eu acho que a lei maior é a lei do amor", diz a colega. Outra cita um fato da vida alheia. Difícil falar de religião sem iniciar um culto.Vou encerrar meu relato sonhando com o almoço, que ainda está longe. 9:45. Intervalo.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8233765982291147580-2905087865598546169?l=jadiztudo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jadiztudo.blogspot.com/feeds/2905087865598546169/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8233765982291147580&amp;postID=2905087865598546169' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8233765982291147580/posts/default/2905087865598546169'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8233765982291147580/posts/default/2905087865598546169'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jadiztudo.blogspot.com/2008/06/segunda-de-manh-aula-de-filosofia-com.html' title='Segunda. De manhã. Aula de filosofia. Com chuva.'/><author><name>Dom João Gabriel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06956405407504453634</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry></feed>
